quinta-feira, 21 de maio de 2009

alô?

-pois é, dona epifânia, andei lendo aquelas coisas todas e achei um bando de erros de português, nossa. mas parece que ele voltou.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

para suzan, que está longe:

primeiro dia de trabalho do ano
sozinho, novamente
férias da faculdade
caminhar na estrada
um filme, talvez
music (inclua safe trip home).
e hoje acordei com dores no corpo, gripe forte
o telefone não tocou mais.
enfim
você sabe
tudo gira muito rápido
let go, so let go, i’m jumpin
‘cause there’s beauty in the breakdown
mas
você foi embora, e por mais que seja feliz agora
machuca
e talvez não seja tão bom amigo quanto pensei que pudesse ser
destruí um coração
eles não voltaram mais
aí as coisas vão ficando vazias demais
dá saudade de tudo e dos carinhos que se foram
dá vontade de muitos mais e muitos muitos
vontade de excesso e barulho, de futilidade (algo meio hollywood)
de soltar a corda e cair
e você não está aqui pra me segurar e dizer
que nada disso faz parte do que eu sou e
essas coisas passam.
então, de repente
minha vida está estagnada em algum lugar do mapa
lenta e sem surpresas
como dido
como sempre

e eu não encontro o maldito sapo em lugar algum.

fonte:

ao lado do cipreste branco
à esquerda da entrada do inferno
está a fonte do esquecimento
vou mais além, não bebo dessa água
chego ao lago da memória
que tem água pura e fresca
e digo aos guardiões da entrada
"sou filho da terra e do céu"
dai-me de beber, que tenho uma sede sem fim
olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
me tira essa vergonha, me liberta dessa culpa
me arranca esse ódio, me livra desse medo
olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
e esta é uma canção de amor

metal heart, again

não, não tenho mais vontade de falar sobre os nomes que conheci
talvez sejam somente nomes e todo o sentimento
seja somente meu,
sou eu.
ss ligações que nunca vem
e as cartas que nunca foram respondidas
evoluem a uma “espécie de não-precisar-de-ninguém”
muito terra ou muito lua, talvez
só quis permitir raiva e saudade
desejei amor e faz-de-conta
“mas as coisas não assim, não é vovó?
são coisas que a gente não escolhe nunca.”
tenho medo de me perder
um coração de metal, vazio.
(perdição ou salvação?)
eu não sei.

aniversário:

minha cabeça não para
não que eu queira, mas preciso
tanto a dizer, e calar.
então eu alcancei aquilo que todo adolescer fantasia
são dezoito e sinto como se não fosse nada.
é tudo e tampouco.
confuso ligeiro leve
e o mundo segue girando
(garrafas de vodka e um sorriso bêbado).
veja:
perdi aquela revolta e aprendi a me conformar
acho que não sou capaz de modificar o mundo,
talvez não queira.
estou estudando, estou vendo e ouvindo.
perdi aquele conformismo e aprendi a gritar.
eu ainda posso!
o sangue flui.
sabe, eu tenho uma caixa de coisas antigas
ainda gosto de vento, de fotografar
sou criança quando quero, sou adulto quando tenho de ser.
e sempre quero que meu cabelo seja mais comprido do que é.
ainda choro sem motivo, quando chove
sim, ainda escrevofaçodramaesintosaudade
fantasiocoisasfalobesteirasepeçodesculpasirrefreavelmente
sesenhoescutosonsestranhosefalocomdesconhecidos
cometoerrosemearrependo
brincoassistoleioefalosemparar
eu lembro de todos os que estão aqui sem mais estar
(quero visitá-los em janeiro)
e conheci pessoas completamente diferentes. Outros mundos.
eles me fazem forte, os sonhos que nunca morrem.
pensei:
eu não sei mais se sou o mesmo.
mas digo que nunca fui tão eu mesmo, nunca estive tão aqui,
quanto hoje.

ontem plantei uma orquídea ao lado da janela
fiz bolo de chocolate
recebi cinco mensagens, duas ligações
e briguei de novo com meu pai.

domingo, 19 de outubro de 2008

gnarls barkley


who's gonna save my soul?

citação.

"Acho que sei por que ele não veio. O barulho da chuva é o mesmo de seus passos esmagando folhas que não existiam.
Flor é abismo, repeti.
Flor e abismo. E de repente descobri que estou morto."

de O Ovo Apunhalado
Caio Fernando de Abreu