quinta-feira, 26 de novembro de 2009

termo de aceitação: sobre o tempo e nós:

hoje contam exatos 40 dias
e você me questiona acerca do valor disso tudo
com as mãos frias
lembro daquela praça
areia, pés nus, bola furada.
gritos e sons que só elas são capazes de produzir, as crianças
tanta alegria
e as pedras (com ou sem rei), em frente ao ginásio
que só notei depois de longos 7 meses
no caminho trabalho/sala de desenho.
eu ando pisando em nuvens
com borboletas em todos os lados
em todos os sabores
notando coisas que antes não estavam ali.
e digo que há algo seu nisso tudo:
culpa (não leia com negatividade)
"i think you're a little bit in love"
alguém poderia dizer ao fundo,
e sininhos iriam tocar.

40 dias são suficientes:
para lembrar
ao pensar, ao ouvir
violões melancólicos, bêbados de paixão
e permitir que uma lágrima caia, vacilante
singular (ao ler a frase que dizia algo sobre "aceitar")
a felicidade que sinto não cabe
explode no peito e transborda em saudade
(quando acordo, ainde me esforço para acreditar).
sim, é o suficiente
para aprender a lidar com sentimentos
que não se explicam,
e me atirar em queda livre, mesmo que inseguro
no céu de estrelas e meteoros
que nunca tive, até então
apesar do medo, digo:
sim, é o suficiente para pedir ou aceitar, e sorrir
quero ser para você, do tamanho da paz
que sinto quando estou contigo
(ela mora no teu sorriso)

beijos e mais, a.g.g.
(você conhece a pronúncia)

p.s.: é a forma em que melhor expresso, apesar da qualidade do papel, não é tão "expirável" quanto uma página virtual. me desculpe se não meço o peso, a intensidade das palavras, liberto-as, apenas, e elas existem da forma mais sincera.



um dia prometi guardar esse fragmento no fundo da carteira, e nunca lembrar. mas nunca é daqui muito tempo.
tal termo nunca foi respondido, não da mesma maneira, e a fotografia que acompanhava o texto foi perdida.
a trajetória desta foi manchada, e destruída. não pelo valor sentimental da experiência em si, apenas pelo texto. uma memória perdida da qual preciso me libertar.
enfim.

1 comentários:

Anônimo disse...

lindo texto